Architecture for Voice, Video and Integrated Data

Cisco Unified Communications

Archive for the ‘VoIP’ Category

Telefonia na Cloud?

Posted by loliveira em 16/03/2017

Fala Jovem ! Administrar uma solução de telefonia IP não é fácil eu sei disso, temos que fazer investimentos pesados para algo tão simples: nos comunicar com facilidade. Cada vez mais venho estudando os benefícios da entrega deste tipo de serviço pela nuvem, e o custo beneficio torna-se o principal atrativo para empresas pequenas e médias onde o foco não é tecnologia e a única necessidade é ter uma ferramenta para prover a comunicação entre os colaboradores, seja por voz ou vídeo através de seus smartphones ou estações de trabalho conectados na Internet.

Caso você queira receber minha indicação de uma solução que atende os requisitos acima, além de prover uma interface de gerenciamento inteligente, tarifas fixas dentre diversas outras funcionalidades disponíveis em soluções de PABX IP, por favor entrem em contato comigo através do meu email ( ODINROX@GMAIL.COM ) informando os seguintes dados.
Nome:
Sobrenome:
Email:
Telefone para contato:
Nome da sua empresa:

Abs ! 

 

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Horário de Verão – CUCM x BRAZIL

Posted by loliveira em 13/02/2015

Graaaaaaaaaaaças ao nosso querido governo que nunca define uma data FIXA para a o começo e término do horário de verão, vocês, caros administradores de sistemas de comunicações unificadas, terão que aplicar soluções de contorno em seus Date/Time Groups para exibição do horário correto nos telefones no proximo dia 15/02.

Isto por que a maioria dos sistemas estão para finalizar o horário de verão no inicio da terceira semana de fevereiro.

Se quiserem saber mais,  verifiquem um post antigo aqui do blog:
https://avvid.net/2012/01/18/cucm-problema-de-horario-de-verao-daylight-saving-time-dst-issue/

Um cuidado especial é para sistemas de contact center (UCCX) que utiliza CUOS (Cisco Unified Operating System), estes também estão suscetíveis a este problema e talvez seja necessário um contorno nos scripts de atendimento.

Fica a dica.

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Decodificando audio em G729

Posted by loliveira em 03/12/2014

Segue a dica do colega Gilmar Silva de como decodificar áudio em formato G.729 encontrada no CiscoZine.

http://www.ciscozine.com/how-to-decode-g-729/

O procedimento está em inglês, mas de fácil entendimento. 

Arquivo RAW para utilizar na conversão.

http://www.moviecodec.com/downloads/file.php?id=21
http://www.moviecodec.com/files/G729.zip

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Capturando pacotes no Voice Gateway

Posted by loliveira em 19/02/2014

Para realizar a captura direto na interface do Voice Gateway, veja no link abaixo o procedimento.

https://supportforums.cisco.com/docs/DOC-40333

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Captura e análise de pacotes VoIP

Posted by loliveira em 15/02/2014

Documento explicando como analisar capturas de pacotes VoIP utilizando o Wireshark.

https://supportforums.cisco.com/docs/DOC-40215

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CCNA VOICE – Conceitos Básicos 02 – Telefonia IP

Posted by Aderno em 12/02/2014

voipOlá galera do AVVID, estamos aqui de volta com a nossa série CCNA VOICE – Conceitos Básicos, que na verdade só irá virar serie agora, que temos 2 posts :D, e este veio antes do que eu planejava, ainda bem!

Se você não viu o nosso 1º post, segue o link: CCNA VOICE – Conceitos Básicos 01 – Introdução

No ultimo post falamos brevemente da arquitetura de Telefonia IP e Colaboração Cisco e demos uma breve introdução de como iremos trabalhar. Agora iremos entrar mais a fundo nos conceitos de Telefonia IP que são imprescindíveis para o entendimento das soluções Cisco como um todo. E é isto que eu mais acho magnifico nas certificações Cisco, pois elas não são apenas certificados que atestam que você conhece o produto deles, mas um estudo, podemos dizer profundo, da tecnologia que envolve os seus produtos.

 

TELEFONIA IP – CONCEITOS

Como vimos no primeiro post, a telefonia IP, também conhecida como VoIP (Voice over IP) veio para substituir a telefonia analógica, fazendo uso do protocolo TCP/IP, já utilizado pelos computadores, aproveitando inclusive o cabeamento e os links de comunicação que já existem nas corporações. Mas afinal, como “diacho” essa tal de telefonia IP funciona?

Para entender melhor, vamos visualizar como a telefonia analógica funciona, para então, transporta seu conceito para a telefonia IP. É muito interessante notar que, o conceito básico de telefonia é o mesmo desde que Alexander Graham Bell inventou o primeiro telefone (há controvérsias sobre o verdadeiro inventor) e ainda é utilizado hoje na telefonia IP, mas de uma forma diferente.

A forma mais simples de entender o funcionamento de um telefone é lembrar daquele telefone de lata que tenho certeza que a maioria aqui já fez em casa quando criança.  Agente usava duas latas de leite condensado, furava ambas no fundo e amarrava um barbante entre elas. Quando você falava em uma das latas, com o barbante esticado, a vibração da sua voz na lata era transmitida para o barbante, que por sua vez vibrava a lata do outro lado e assim reproduzia o som original.

telefone-diagragma

A ideia do telefone é muito semelhante. Existe um diafragma, que é conectado à um ímã envolto por  uma bobina de fios de cobre, quando falamos, nós geramos vibrações no ar,  estas vibrações  são captadas pelo diafragma, que movimenta o ímã, fazendo que que a bobina gere uma corrente elétrica. Este pulso elétrico gerado é transmitido por um par metálico até o telefone receptor, que faz o processo inverso e reproduz o som emitido inicialmente.

Como dito anteriormente, a telefonia IP utiliza o mesmo princípio. Só que aqui, o sinal elétrico gerado pelo diafragma é digitalizado, ou seja, é transformado em inúmeros pacotes IP, que são roteados pela rede até seu destino, onde o processo inverso ocorre. É aqui que surgem a maiores vantagens de possuir um ambiente com VoIP, pois os pacotes IP de uma chamada podem ser roteados pelo mundo inteiro até o seu destino remoto, que ouvirá a voz exatamente como ela foi emitida na origem. Isso sem custos adicionais com as operadoras de telefonia, visto que estamos apenas utilizando o rede IP e não a PSTN.

Claro que temos muitos passos por trás desse processo, o quais iremos explorar com um pouco mais de detalhes em seguida. Pode até parecer um pouco chato, mas eu acho  muito importante entender estes passos para se ter uma visão geral da tecnologia em si, que com certeza, te ajudará a resolver inúmeros problemas, num futuro próximo.

DIGITALIZAÇÃO DA VOZ

digitalizationComo acabamos de ver, na telefonia IP, de forma resumida, a voz é transformada em pacotes IP na sua origem  e transformada em voz novamente no seu destino. Este processo é chamado de Digitalização da Voz.

Em 1928,o Dr. Harry Nyquist criou um teoria para a conversão de um sinal analógico, representado por ondas, para um sinal digital, que é representado por 0´s e 1´s . As ondas analógicas passam pelos processos de Amostragem, Quantização e Codificação, onde as ondas são transformadas em um sinal digital, e depois passam pelo processo de  Decodificação, onde o sinal volta ser analógico. Vamos detalhar cada uma destas fases para entendermos todo o processo.

Na Amostragem (Sampling), a cada intervalo de tempo pré-definido, são colhidas amostras da onda analógica, que recebem seus valores baseados na amplitude da onda, que podem ser negativos ou positivos. Para se manter a qualidade da voz digitalizada mais próxima da voz humana original, o teorema de Nyquist determina que a cada segundo, sejam colhidas 8000 amostras do sinal analógico.

No processo de Quantização (quantizing), cada amostra recebe um valor numérico, que varia entre -127 e +127, de acordo com  a sua amplitude. Depois disso o valor dever ser Codificado (encoding) ou convertido num valor binário. Como cada byte (8 bits) só consegue representar um valor de 0 até 255, cada byte foi divido em duas partes. O primeiro bit determina se o valor será negativo ou positivo e os demais o valor numérico.

binário1-7

Na imagem ao lado, temos a representação do valor +52, que é o valor utilizado para uma unica amostra. Como já sabemos, o teorema de Nyquist determina que tenhamos 8000 amostras por segundo, e que cada amostra tem 8 bits cada, temos então 8000 x 8 = 64000 bits por segundo. Este é o valor exato que uma chamado de voz sem compressão consome de banda, 64Kbps.

Uma vez convertida para um valor binário, a voz é então armazenada em um pacote IP que será roteado pela rede de dados. Chegando no destino, o pacote passa pelo processo de Decodificação (deconding), que transforma o dado binário novamente noma onda analógica e então o som é reproduzido.

COMPRESSÃO DA VOZ

Agora que entendemos como a voz se torna um pacote IP para trafegar na rede, iremos discutir algo muito importante para manter a telefonia IP atrativa para as empresas e fazer ela co-existir em harmonia com as demais aplicações na rede, que é o controle da banda utilizada pelos pacotes de voz.

Não iremos falar de todas as técnicas utilizadas para o controle de banda em telefonia IP, mas iremos entender um pouco de como funciona a compressão dos pacotes de voz.

Como vimos anteriormente, quando falamos em um telefone IP, nossa conversa é convertida em inúmeros bytes que são transmitidos pela rede em pacotes IP, como o número de amostras coletadas no sinal analógico é muito grande (8000 por segundo), isto gera uma quantidade grande de informação que podem precisar trafegar pelos links de comunicação entre as filiais de uma empresa. Para que os pacotes IP utilizem a menor quantidade de banda possível de um link, são utilizadas técnicas de Codificação e Decodificação, conhecidos como CODECS, que permitem a compressão das informações a serem encaminhadas.

Vimos que a voz sem compressão consume 64kbps de banda, e que este valor provem das 8000 amostras por segundo feitas sobre a voz humana, mas sabemos que dentre estas amostras, muitas são similares ou idênticas. Por exemplo, quando você acorda de bom humor e faz uma ligação para algum conhecido seu, você diz bem demorado: “Olá, bom dia”. Você pode perceber que o som de algumas vogais nessa frase duram mais tempo do que outros sons, ficando desta forma: “Oláaa, boom diiia”. Sendo assim, o Codecs que comprimem a voz digitalizada, enviam a primeira vogal e depois apenas diz para o dispositivo de destino executar aquele som por um determinado tempo, sem que haja a necessidade de enviar o mesmo som várias vezes, economizando assim o uso da banda. Este é apenas um dos métodos de compressão existentes que na prática são muito mais complexos, mas esta é uma ideia geral.

Claro que quando se comprime as informações de uma conversa, perde-se um pouco da qualidade do áudio. A compressão é feita para que a perda não seja tão significativa e não represente um obstáculo na comunicação entre as partes, sendo assim, foi criado um sistema para se medir a qualidade de uma conversa utilizando VoIP, que é chamado MOS (Mean Opinion Score) onde foi definida uma escala de pontuação baseada na percepção de algumas pessoas sobre a qualidade da voz. Uma pessoa ouvia uma frase qualquer e definia uma nota de 1 a 5 para a clareza da voz ouvida. Os diversos codecs foram classificados segundo esta escala, como segue abaixo:

codecs

DIGITAL SIGNAL PROCESSOR – DSP 

Os roteadores Cisco foram concebidos basicamente para rotear pacotes, tarefa que não exige tanto poder de processamento. Por exemplo, os roteadores da série 3600 tem processadores com velocidade desde 80MHz até 255MHz, e trabalham com memória RAM que podem variar de 4 a 256MB. Aí você pode dizer, como assim??? Meu computador em casa tem pelo menos 5 vezes mais recursos que isto!!! Exatamente, mas com estes recursos teoricamente limitados, estes roteadores podem  fazer o roteamento de uma rede de tamanho médio sem problema algum. Mas quando falamos de processamento de pacotes de voz, que envolve digitalização e compressão de uma quantidade enorme de informações, este trabalho facilmente iria sobrecarregar um roteador Cisco comum. É aí que entra os DSPs.

DSP é um chip que faz as funções de Amostragem, Codificação, Decodificação, compressão e demais tarefas no áudio que chega em um roteador, deixando o processador e a memória RAM do roteador livre para as demais tarefas. Podemos comparar as DSPs como uma placa de vídeo off-board de um PC, que é utilizado para processamento exclusivo de informações de vídeo. Sendo assim, quando um roteador possui uma interface analógica ou digital conectada à PSTN, por exemplo, a voz que entra e sai pelo roteador precisa ser convertida para o formato digital e vice-versa, e sem as DSPs, estas tarefas não seriam possíveis.

As DSP´s são chips  que são instaladas dentro dos roteadores que as suportam, tanto diretamente na placa mãe ou então em módulos de DSP específicos. A Cisco agrupa DSPs em pequenas placas, chamadas de PVDM (Packet Voice DSP Modules), que são semelhantes a memórias SIMM antigas.

De acordo com a quantidade de canais de voz (linhas) que você terá com a PSTN e demais funções de processamento de voz que podemos atribuir à um roteador, você precisará de uma determinada quantidade de DSP´s no seu roteador. A Cisco disponibiliza em seu site o DSP Calculator, que nos ajudam a calcular a quantidade de PVDM´s que serão necessárias para cada cenário.

As PVDM´s podem ser adquiridas nas seguintes versões, atualmente:

  • PVDM2-8: Contém 0,5 DSP´s
  • PVDM2-16: Contém 1 DSP´s
  • PVDM2-32: Contém 2 DSP´s
  • PVDM2-48: Contém 3 DSP´s
  • PVDM2-64: Contém 4 DSP´s

Abaixo temos a imagem de  algumas PVDMs e também de um módulo conhecido como NM-HDV, que também acompanha uma placa E1 de conexão com a PSTN:

PVDM´s

Módulo NM-HDV com PVDM`s conectadas

Como vimos anteriormente, cada Codec chega a um certo nível de compressão da voz ou nenhum, o que lhes dá níveis de complexidade distintos, em relação ao poder de processamento que cada um exige. Normalmente é dito que uma DSP é capaz de processar o dobro de chamadas usando um codec de complexidade média, comparado com um codec de complexidade alta. Abaixo uma tabela demostrando a complexidade de cada codec:

codec complexity

Protocolos de Transporte de Voz – RTP e RTCP

Quando entramos no mundo VoIP, surgem inúmeros protocolos para dar base ao funcionamento desta tecnologia, dois destes, que tem grande importância no comportamento dos pacotes de voz dentro da rede são: RTP (Real-Time Transport Protocol) e RTCP (Real-time Transport Control Protocol).

O RTP trabalha na camada de transporte do modelo OSI, acima do UDP. Ele acrescenta alguns controles a mais do tráfego de voz, além do já realizado pelo UDP. Ele também é usado para o controle do tráfego de chamadas de vídeo.  O UDP faz o controle dos números de portas (controle de sessão) e faz o checksum do cabeçalho. o RTP adiciona números de sequencia aos pacotes e time stamps (data e hora). Estes novos controles permitem que o dispositivo remoto coloque os pacotes na ordem certa e crie um buffer para remover atrasos no recebimento dos pacotes, permitindo que o áudio seja reproduzido de forma audível no destino. Abaixo uma imagem do pacote IP contendo a voz digitalizada (Audio payload) e as informações do RTP:

RTP Hearder

Quando dois telefones estabelecem uma chamada de voz, o protocolo RTP entra em ação e define um número par para a porta UDP do range 16384 até 32767 para cada stream RTP. Lembrando que cada sentindo da chamada exige um stream RTP distinto. O protocolo RTCP também cria uma sessão entre os dois pontos atribuindo um número impar para a porta UDP.  Este protocolo faz o controle estatístico da chamada, ou seja, controla o tráfego entre os dois pontos da chamada, provendo informações como:

  • Contagem de pacotes
  • Atraso dos pacotes
  • Perda de pacotes
  • Jitter (diferença no atraso dos pacotes)

Os pacotes RTP são sem duvida o tráfego mais crítico de uma rede, pois se houver atrasos excessivos na sua entrega ou se estes pacotes se perderem, o destino que irá recebe-lo pode não ser capaz de refazer o áudio inicial, impossibilitando que uma conversa seja estabelecida com qualidade. Existem algumas técnicas que são utilizadas para garantir a qualidade das ligações de voz, dando prioridade aos pacotes RTP, que são conhecidas com QoS (Quality of Service).

Nosso segundo post termina aqui, este foi bastante extenso e bem carregado de conceitos e teorias, mas como dito inicialmente, são informações essenciais para o bom entendimento da tecnologia VoIP, como ela funciona e como os elementos se relacionam para então, vermos estes conceitos sendo aplicados nas soluções Cisco.

Mais uma vez, as informações aqui não dão todos os detalhes sobre cada conceito, apenas uma explanação breve e direta, para facilitar seu entendimento. Indicamos que você busque os materiais oficiais da Cisco para as certificações CCNA Voice e CCNP Voice ou inúmeros outros documentos que existem espalhados pela Internet.

Obrigado por acompanharem o nosso blog e continuem acompanhando esta séria, novos posts estão por vir.

Bons estudos!!!

Conhecimento é igual a Oportunidades!!

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Entendendo Dial Peers e Call Legs nas plataformas Cisco IOS

Posted by loliveira em 20/03/2013

Ao iniciar os estudos para o CCIEVestou percebendo o quanto é importante ter os conceitos mais básicos muito bem dominados e na ponta da língua quando lhe perguntarem. No exame teórico, fiquei surpreso com as pegadinhas sobre seleção de dial peers, algo tão básico, no entanto tão importante. Lembro que quando estava começando a aprender sobre isso memorizei o seguinte: IADP, IADP e IADP. Caso você tenha problemas ao memorizar a ordem de seleção das dial-peers, memorize isso: IADP!!!!

Incoming called number

Answer Address

Destination pattern

Port

Sacaram ????

O Cisco IOS utiliza dois tipos de dial-peers:

Plain Old Telephony Systems (POTS) Dial Peers: Estas definem características da rede de telefonia pública tradicional. A Dial Peer POTS mapeia uma sequência de números discados para uma Voice Port do Voice Gateway. Normalmente a Voice Port conecta o Voice Gateway à PSTN, a um PABX ou a um dispositivo analógico (telefone, fax ou modem).

Voip Dial Peers: Estas definem características das conexões de redes de voz (VoIP). VoIP dial peers mapeia uma sequencia de números discados para outro dispositivo de rede, tais como:

Roteador/Voice Gateway remoto
PABX IP ( Cisco Unified Communications Manger )
SIP Server
Gatekeeper H.323
Dentre outros dispositivos.
Relação entre Dial Peers e Call Legs

A Call Leg é a conexão lógica entre dois Voice Gateways ou entre um Voice Gateway e um dispositivo de telefonia IP (CUCM, Sip Server etc). Cada Call Leg é associada a uma Dial Peer. Para ilustrar este conceito veja a figura abaixo:

Figura 1 – Call Legs POTS e VoIP

CallLeg1

 Fonte: cisco.com

Na figura 1, a chamada inclui 4 Call Legs, duas vistas da perspectiva do Gateway de Origem ( 1 e 2 ) e duas vistas da perspectiva do Gateway de Destino (3 e 4).

Fluxo da Chamada (Call Flow)

1 – Uma chamada da POTS chega no Voice Gateway originador. Uma Dial Peer POTS de entrada é selecionada (Inbound match)

2 – Após associar a chamada de entrada a uma Dial Peer POTS de entrada, o Voice Gateway originador cria uma Call Leg de entrada e a associa a um Call ID (Call Leg 1 na figura 1)

3 – O Voice Gateway originador utiliza os números discados para selecionar a Dial Peer VoIP de Saída (Outbound Match).

4- Após associar a chamada a uma Dial Peer VoIP de saída, o Voice Gateway originador cria uma Call Leg de saída e a associa a um Call ID ( Call Leg 2 na figura 1).

5 – A chamada chega no Voice Gateway de destino. Onde uma Dial Peer VoIP é selecionada.

6 – Após o Voice Gateway de destino associar a chamada de entrada a uma Dial Peer VoIP, ele cria uma Call Leg de entrada e associa a um Call ID ( Call Leg 3 na figura 1).

7 – O Voice Gateway de destino utiliza os números discados para selecionar a Dial Peer POTS de Saída.

8 – Após associar esta chamada a uma Dial Peer de saída, o Voice Gateway de destino cria uma Call Leg de saída POTS. Associa um Call ID e estabelece a chamada. ( Call Leg 4 na figura 1).

Em cenários onde o Cisco Unified Communications Manager atua com o Cisco IOS assume-se o seguinte:
Para chamadas de saída do CUCM através um Voice Gateway, o Voice Gateway atua como um dispositivo terminal.
Para chamadas de entrada para o CUCM através de um Voice Gateway, o Voice Gateway atua como um dispositivo originador. Conforme exibido na figura 2.

Figura 2 – CUCM atuando com Cisco IOS Voice Gateway
CallLeg2

 Fonte: cisco.com

Referência: Understanding Dial Peers and Call Legs on Cisco IOS Platforms

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Interface E&M – Analógica

Posted by ligiavillarinho em 28/12/2012

Pessoal,

Fiz um projeto com muitas localidades pelo País e dentre elas localidades com E&M com conexão a PABXs, percebi que quando se trata de E&M a situação fica bem complicada, pois não temos muitos materiais disponíveis e por tratar-se uma interface obsoleta. Essa implantação com E&M durou cerca de duas semanas, onde descobrimos que o problema era o cabeamento entre o PABX e o Gateway de Voz, por isso é muito importante uma comunicação direta com o mantenedor do PABX, para verificar se a placa do PABX é de 2 ou 4 fios e o tipo de discagem (DTMF ou pulse) entre outras configurações.

Muitas vezes o Gateway de Voz Cisco vem em substituição a alguma outra marca que já funcionava com PABX, então o mantenedor do PABX vai informar que já funcionava e que é problema no Gateway Cisco, por isso é necessário muita paciência e explicar ao mantenedor o funcionamento da integração.

E&M analógico

E&M análógico: É uma sinalização de tronco utilizada pelos PABXs baseada na ocupação dos fios E e M, utilizando para dígitos e fonia mais 2 ou 4 fiod. Somando com o fio utilizado para enviar o terra, pode-se dizer que se utiliza 7 ou 5 fios para uma conaxão E&M. Abaixo tipo de ocupações utilizadas:

Wink-Start – É aterrado o pino E para ocupação do canal e aguarda-se o receptor enviar um pulso Wink, só então são enviados os dígitos. Recebe durante algum tempo o ring-back até que o recpetor atenda e haja a conversação, quando desligado as duas pontas voltam para livre.

Immediate-start – esta sinalização é muito parecida com a anterior onde a diferença é que não é necessario o envio do pulso Wink. Dessa forma, assim que é feita a ocupação com aterramento do pino E, os dígitos são enviados logo em seguida. Recebe durante algum tempo o ring-back até que o recptor atenda e haja a conversação . Então quando desligado as duas pontas voltam para livre.

Delay-start – esta sinalização, após a ocupação com o aterramento do pino E, aguarda um tempo em milissegundos (Delay), e só após envia os dígitos. Recebe-se durante algum tempo o ringback até que o receptor atenda e haja a conversação. Então quando desligado as duas pontas voltam para livre. É pouco utilizada no Brasil.

Aterramento:
 
Aterramento é fundamental para que se possa ter sucesso numa instalação de E&M analógica, portanto é interessante entender que podem ser utilizados diversos tipos de aterramentos. O mais comum é o que chamamos de tipo V, porém também existem os tipos I, II e III.
Obs.: é necessário que seja feito o aterramento entre carcaças de roteador e PABX. Deve-se medir o aterramento, e podemos também medir os pinos E e M que devem estar entre -48 e -53 volts. O aterramento do Gateway Cisco deve ser feito corretamente onde o fio terra é preso no parafuso de ateramento no chassi.

                           TIPO I                                                                                       TIPO II

clip_image002[4]                          clip_image002[6]

                         TIPO III                                                                        TIPO IV

clip_image002[8]                 clip_image002[10]

 

– Entendendo parâmetros para configuração do E&M 
 
Para uma configuração E&M precisamos saber a sinalização utilizada nas ligações, o aterramento usado e a quantidade de fios Txs e Rxs que pode ser 2 fios (1 Txs e 1 Rxs) ou 4 fios (2 Txs e 2 Rxs), só assim podemos começar a configuração. Os comandos
utilizados são:
 
(a) Dial type – utilizado para selecionar o tipo de discagem, em pulso ou dtmf:
dial-type {dtmf | pulse}
(b) Signal type – determina o tipo de sinalização para ligações, Wink, Immediate ou Delay start: 
signal {wink-start | immediate | delay-dial}
(c) Call progress tone – utilizado para selecionar o tom utilizado:
cptone {country}
(d) Operation – determina a quantidade de fios Txs ou Rxs utilizados 2 ou 4:
operation {2-wire | 4-wire}
(e) Type – determina o tipo de aterramento utilizado, no Brasil o mais utilizado é o tipo V onde o pino E é saída (é aterrado) e o pino M é entrada (recebe o -48volts):
type {1 | 2 | 3 | 5}
(f) Impedance – especifica a impedância da terminação. Este valor deve ser encontrado no sistema de telefonia onde a porta está conectada:
impedance {600c | 600r | 900c | complex1 |complex2}

– Ainda temos os comandos opcionais:
 
(a) PLAR connection mode – modo de conexão, para acrescentar um número que será discado sempre que a porta seja ocupada:
connection plar string
(b) Description – utilizado para identificar a porta de voz:
description string
(c) Comfort noise (se VAD está ativado—VAD é um comando no dial peer) – utilizado para gerar um ruído de fundo para perceber a conexão:
comfort-noise
 
– Temos também os comandos de ajuste fino, onde são os citados acima, mais os seguintes timings:
 
(g) Timing other than timeouts – Determina o tempo de duração dos dígitos e pulsos para envio do roteador para o PABX:
timing clear-wait milliseconds – determina o mínimo de tempo entre um sinal de ocupação inativo e a chamada ser desconectada, de 200 aa 2000
timing delay-duration milliseconds – determina a duração da espera para uma chamada Delay-start, de 100 a 5000
timing delay-start milliseconds – Determina o mínimo de espera de uma ocupação até o envio dos dígitos, de 20 a 2000
timing dial-pulse min-delay milliseconds – determina o tempo entre a geração de um pulso wink. 0 a 5000
timing digit milliseconds – determina a duração do dígito, de 50 a 100
timing inter-digit milliseconds – determina a duração do tempo entre os dígitos, de 50 a 500
timing pulse pulse-per-second – determina a faixa de pulsos por segundos enviados, de 10 a 20
timing pulse-inter-digit milliseconds – determina o tempo entre os dígitos de pulso, 100 a 1000
timing wink-duration milliseconds – determina o máximo de duração de um pulso wink, de 100 a 400
timing wink-wait milliseconds – determina o máximo de espera de um pulso wink para iniciar o sinal, de 100 a 5000 
 

– Configuração que realizei para conexão com PABX (Philips/SOPHO 4050):

   Obs: Alguns comandos são implicito e por isso não aparecerão mesmo após aplicados

   Obs II: Após qualquer alteração na voice – port aplique shutdown/no shutdown

!
voice-port 0/1/0
trunk-group EM
dial-type dtmf
type 5
cptone br
signal immediate
operation 2-wire
impedance 600r
!

Referência Bibliográfica: VOFR/VOIP Fast Training, ABC de Voz. 3 Vers. São Paulo, 2003. 74 p (Apostila de Treinamento)
BONATTI;André,COBRA;Dárcio

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Identificando problemas de qualidade em VoIP

Posted by loliveira em 08/05/2012

Para quem deseja aprender mais sobre os diversos tipos de problemas relacionados a qualidade de voz em ligações VoIP,  segue um documento da Cisco que detalha os diversos tipos de problemas, como identifica-los e diferencia-los.

http://www.cisco.com/en/US/tech/tk652/tk698/technologies_white_paper09186a00801545e4.shtml#garbled

Dica do meu amigo Peterson. Valeu brow.

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Aprendendo mais sobre SIP TRUNK

Posted by loliveira em 29/02/2012

Registre-se, assista e aprenda mais sobre SIP TRUNK ( em inglês )

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Inventário de IP Phones Cisco (Seriais de IP Phones em massa)

Posted by elvismarques em 20/01/2011

Caros UC Brothers,

Neste meu primeiro post, apresento-lhes um software legal para obtenção dos seriais dos IP Phones sem necessitar visualizar Phone por Phone, uma espécie de inventário de IP Phones do CUCM.

Existem diversas ferramentas disponíveis na internet, porém “free” até ontem não havia encontrado nenhuma.

O Serial Grabber consegue obter as seguintes informações

IP Address Phone DN Serial No MAC Address Model No

Fiz um teste para homologar e deu certo. Apesar de dizer que só é possível obter informações dos 7940 e 7960, eu consegui obter infomações dos 7911, 7941, 7961, 7970, 7962.

Somente é necessário colocar o range de IP onde estão os Ip Phones. e TCHAN!!!! Vua-lá!!!!!

Ao fim da varredura ele gera um arquivo no formato HTML com as informações solicitadas.

O Software foi testado no:

Windows XP Professional Version 2002 SP 3.v.3264

.NET Framework 3.0

Windows 7

.NET Framework 3.5 SP1 .

Segue o link para download:

http://download.cnet.com/Serial-Grabber/3000-2084_4-10805763.html

Mirror: http://www.mediafire.com/?xs6se0b1i77d79s

Espero que ajude!!!

Até a próxima!

Elvis Marques

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DSP Calculator

Posted by gvillarinho em 22/11/2010

Quer saber quanto de recurso é necessário para subir uma E1 em um roteador 2800 series?
Quer saber quanto de recurso é necessário para poder realizar hardware conference brigde no roteador?

Ou ainda melhor, quer os 2 juntos no roteador e ver quanto é necessário de recursos DSP?

Basta acessar a ferramenta da Cisco, DSP Calculator:

http://www.cisco.com/cgi-bin/Support/DSP/cisco_prodsel.pl

OBS: Necessita um CCO.

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TAC Training – Basic Analog VoiP

Posted by loliveira em 17/11/2010

image

Saudações!

Galera encontrei mais um TAC Training! Agora sobre os conceitos básicos de VOIP em telefonia analógica. Muito bom esses tutoriais pois o conteúdo é dinâmico, com animações, e nesse aqui você até faz um lab configurando conexôes analógicas em 2 roteadores 3640.

Enjoy !!!

Necessário CCO

http://www.cisco.com/web/learning/le31/le20/ssat/cim/tac_voice_intro.html

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Calculando o consumo de banda para VOIP

Posted by loliveira em 25/09/2010

BandCalc = Método easy 

ou 

Cisco = Método hardcore

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Calculando banda utilizada por ligação

Posted by gvillarinho em 04/11/2009

Irei dividir em 5 passos exemplificando com G711 como cada ligação utiliza por banda:

1. Codec

1.1 Escolhendo o codec da ligação

Codec     Banda codec
G.711       64 kbps
G.729         8 kbps
G.726       32 kbps
G.728       16 kbps

1.2 Convertendo o valor para bytes

Agora pegue a amostragem do codec que geralmente utilizamos por padrão 20 milisegundos ( ou 0.02 segundos) * banda do codec e converta para bytes ( pois ate então estavamos em bits )

bytes_por_pacote-em-segundos = amostragem * banda codec / 8

Exemplo:
bytes_por_pacote-em-segundos = 0.02 segundos * 64000 bits / 8 = 160 bytes
Nosso payload é igual a 160 bytes

2. Quais os cabeçalhos de cada camada?

2.1 Camada de enlace de dados

Na camada de enlace temos:

Ethernet: 20 bytes
Frame Relay: 4 a 6 bytes dependendo do header-compression
PPP: 6 bytes

Em nosso exemplo, escolhemos o ethernet, calculo no exemplo do topico 4.

2.2 Camadas de rede e transporte

Nas camadas de rede e transporte temos que somar todos os valores abaixo:

IP: 20 bytes
UDP: 8 bytes
RTP: 12 bytes

3. cabeçalhos adicionais ( OPCiONAL !)

Utilizamos esses cabeçalhos adicionais caso seja por vPN a ligação ou seja MPLS, eis os valores:

GRE/L2TP: 24 bytes
MPLS: 4 bytes
IPSec: 50 a 57 bytes

4. Calculos finais!

Agora, lembramos que ja temos todos os cabeçalhos mais o valor do codec, agora é so somar:

+ XX bytes payload do pacote ( bytes_por_pacote-em-segundos )
+ 20 bytes IP
+ 8 bytes UDP
+ 12 bytes RTP
+ XX bytes do cabeçalho de enlace de dados
————————————————–
= tamanho_do_pacote

Exemplo:

+ 160 bytes payload do pacote ( bytes_por_pacote-em-segundos )
+ 20 bytes IP
+ 8 bytes UDP
+ 12 bytes RTP
+ 20 bytes do cabeçalho de enlace de dados ( ethernet )
————————————————–
= 220 bytes

Total de bytes do pacote é de 220.

Agora lembra que a amostragem do codec é de 20 ms ? e que 1 segundo é igual a 1000 ms, precisamos saber quantos pacotes por segundo ira trafegar:

pacotes_por_segundo = 1000 ms / amostragem

Exemplo :

1000 / 20 = 50 pacotes por segundo

Com este calculo, sabemos que será transferido 50 pacotes por segundos.

5. Total

Nossa ultima conta já se trata do tamanho de banda que iremos necessitar:

banda_por_ligacao_em_bytes = tamanho_do_pacote * pacotes_por_segundo

Exemplo:

banda_por_ligacao_em_bytes = 220 * 50 = 11000 bytes

Pegue o valor é multiplique por 8 pois estaremos medidos o trafégo por bits e não por bytes

banda_por_ligacao_em_kbps = banda_por_ligacao_em_bytes * 8

Exemplo:

banda_por_ligacao_em_kbps = 11000 * 8 = 88000 bps (ou 88kbps)

Ou seja, cada ligação G711 passando por um link ethernet, custará 88kbps de banda.

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Segue abaixo o calculo dos codecs utilizados em cisco:

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| Codec . Ethernet . Frame-relay (com 4 bytes) . . . PPP . . |
——————————————————————–
| G.711 . 88kbps . . . . 81,6kbps . . . . . . . . . . . 82,4kbps   |
| G.729 . 32kbps . . . . 25,6kbps . . . . . . . . . . . 26,4kbps   |
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